Mofoville Daily: “Vestígios apanham EDP de surpresa”

A barragem de Ribeiradio, em Oliveira de Frades, vai alagar vestígios de duas jazidas do Paleolítico nas margens dos rios Vouga e Teixeira. 

Segundo a notícia do jornal Público, na jazida do Vau foram identificadas estruturas em pedra com sinais de combustão associadas a artefactos do Mesolítico.

De acordo com o testemunho dos arqueólogos João Zilhão e Thierry Jean Aubry a subida do nível da água para a cota de enchimento da barragem, até aos 110 metros, vai implicar a “destruição [dos vestígios] por perda de acessibilidade para a investigação científica”, que sugerem um “programa mínimo de salvamento pelo registo” antes da submersão.

Zilhão e Aubry vão mais longe, admitindo a possibilidade de preservar os vestígios no local: “As condições geomorfológicas e os processos sedimentares são muito favoráveis à preservação da organização espacial dos vestígios das ocupações humanas antigas”.

 

 

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